Não há dúvidas: os americanos adoram comer. Desfrutar de boa comida em boa companhia é um dos grandes prazeres da vida. E, no entanto, frequentes indulgências podem ter um impacto prejudicial em condições como a obesidade e o diabetes tipo 2, que afetam um grande número de pessoas, comunidades e o nosso sistema de saúde. Substituir alimentos e bebidas ricos em calorias e açúcares adicionados por aqueles que são reduzidos em açúcar é uma opção para ajudar a reduzir a ingestão de calorias em excesso. Por sua vez, isso pode ajudar a reduzir o risco de obesidade e doenças crônicas relacionadas. Um tipo de edulcorante de baixa caloria, o aspartame, tem sido usado em alimentos e bebidas há décadas como uma forma de reduzir o consumo de açúcares adicionados, ao mesmo tempo que fornece satisfação ao desfrutar de algo doce. Esta fact sheet examinará a evidência muitos tópicos de interesse em torno do aspartame e da saúde, para que você possa tomar decisões informadas sobre como usá-lo em sua dieta.
O QUE É ASPARTAME?
O aspartame consiste dos aminoácidos ácido aspártico e fenilalanina, que são blocos de proteína, e é cerca de 200 vezes mais doce que o açúcar. Quando ingerido, é decomposto nesses aminoácidos e em uma pequena quantidade de metanol, um composto que é naturalmente encontrado em alimentos como frutas e hortaliças. Assim como o açúcar, o aspartame contém 4 calorias por grama. No entanto, o aspartame é muito mais doce que o açúcar, por essa razão é necessário em uma quantidade muito pequena em alimentos e bebidas para proporcionar o mesmo nível de doçura fornecida pelo açúcar. Isso mantém as calorias fornecidas pelo aspartame muito baixas por porção. Para combinar o volume e o sabor que o açúcar proporciona, o aspartame é geralmente misturado com uma pequena quantidade de carboidrato. É por isso que um sachê de adoçante de aspartame parece igual em quantidade a um sachê de açúcar de mesa, por exemplo.
O aspartame está disponível nos EUA como adoçante de mesa, sendo as marcas mais comuns nos EUA, Equal®, Canderel® e Pal Sweet®. Também é encontrado em bebidas (refrigerantes, sucos, águas aromatizadas), produtos lácteos (iogurte light, com baixo teor de gordura, leite aromatizado), barras nutricionais, sobremesas (pudins e gelatinas sem açúcar, sorvete light, picolés), gomas de mascar, molhos, xaropes e condimentos. Alguns medicamentos prescritos e de venda livre e vitaminas para mastigar podem conter aspartame para aumentar a palatabIlidade. O aspartame não é adequado para alimentos que requerem cozimento por um longo período de tempo em altas temperaturas, por essa razão não é normalmente utilizado na maioria dos produtos de panificação.
O ASPARTAME É SEGURO PARA CONSUMO?
SIM. O aspartame é uma das substâncias mais exaustivamente estudadas no suprimento de alimentos dos humanos, com mais de 200 estudos apoiando sua segurança. A Food and Drug Administration (FDA) aprovou seu uso em alimentos secos em 1980, em bebidas carbonatadas em 1983 e em todos os alimentos em 1996. Importantes autoridades de saúde mundial como a European Food Safety Authority (EFSA), a FAO/WHO Joint Expert Committee on Food Additives, o Ministério da Saúde do Japão, o Labor and Welfare, os Food Standards Australia New Zealand e a Health Canada também descobriram que o aspartame é seguro.
A FDA estabeleceu uma dose diária aceitável (IDA) para o aspartame de 50 miligramas por quilograma de peso corporal (mg / kg) por dia. A IDA representa uma quantidade 100 vezes menor que a quantidade de aspartame considerada segura em estudos de pesquisas. Para uma pessoa que pesa 68 kg, isso equivale a 3.400 mg de aspartame – a quantidade encontrada em 19 latas de refrigerante diet ou em mais de 100 sachês de aspartame – consumidos, em média, todos os dias ao longo da vida. A EFSA estabeleceu uma IDA ligeiramente inferior de 40 mg / kg por dia. Em pessoas que relatam consumir aspartame, a ingestão média estimada é de 4,9 mg / kg por dia, que é menos de 10% da IDA da FDA (Magnuson 2007). Para aquelas pessoas no percentil 95 do consumo de aspartame, a ingestão é estimada em 13,7 mg / Kg por dia – ainda muito abaixo da IDA. Globalmente, a ingestão de aspartame também permanece bem abaixo da IDA. Um estudo de 2018 observou que apenas em casos raros os indivíduos excederam em mais de 20% da IDA, mesmo nos grupos de maior consumo (Martyn 2018).
O QUE É UM IDA?
A ingestão diária aceitável, ou IDA, é a ingestão diária média ao longo da vida, onde se espera seja segura com base nas principais e mais importantes pesquisas (WHO 2009). Geralmente é derivada da determinação do maior nível de ingestão encontrado sem efeitos adversos em estudos ao longo da vida em modelos animais. Estes estudos são exigidos pela FDA e outras agências reguladoras em todo o mundo antes de permitir qualquer novo ingrediente alimentar. Essa quantidade é então dividida por 100 para determinar a IDA (Renwick, 1991). A IDA é um número conservador que a grande maioria das pessoas não alcançará.
O QUE É FENILCETONÚRIA?
A fenilcetonúria (PKU) é uma doença genética rara que torna a pessoa afetada incapaz de metabolizar adequadamente a fenilalanina, um dos aminoácidos encontrados no aspartame e em muitos alimentos comuns. Indivíduos com PKU precisam evitar ou restringir sua ingestão de fenilalanina de todas as fontes alimentares, portanto, todos os alimentos e bebidas com aspartame devem incluir uma declaração no rótulo do produto informando as pessoas de sua presença.
O ASPARTAME É SEGURO PARA CRIANÇAS?
SIM. Alimentos adoçados com aspartame podem adicionar doçura à dieta de uma criança sem contribuir para o aumento da ingestão de calorias, de açúcar ou risco de cáries. Tal como acontece com os adultos, a ingestão atual de adoçantes de baixa caloria por crianças é considerada bem dentro dos níveis aceitáveis. A Academy of Nutrition and Dietetics afirma que ambos os adoçantes nutritivos e de baixa caloria podem fazer parte de uma dieta saudável, de acordo com as Diretrizes Dietéticas para os Americanos e as metas individuais de saúde (Fitch 2012). Devido a estudos limitados com crianças, a Academia Americana de Pediatria não tem recomendações oficiais para a ingestão de adoçantes de baixa caloria.
GESTANTES E MULHERES EM FASE DE AMAMENTAÇÃO PODEM CONSUMIR ASPARTAME?
SIM. Mulheres grávidas e lactantes frequentemente se preocupam com a influência dos alimentos, bebidas e medicamentos na saúde de seus bebês. As pesquisas têm mostrado que o aspartame não tem efeitos adversos em gestantes ou em lactantes ou mesmo sobre o feto. O aspartame é rapidamente metabolizado nos aminoácidos fenilalanina e ácido aspártico e em uma pequena quantidade de metanol após a ingestão, por isso não está presente no leite materno (Sylvetsky 2015, Magnuson 2016). Todas as mulheres devem tentar consumir os nutrientes e calorias necessárias para o crescimento do bebê durante a gravidez e amamentação, tomando cuidado para não exceder suas necessidades. Isso pode incluir ter em mente todas as fontes de dulçor, sejam eles do açúcar ou de adoçantes de baixa caloria.
PESSOAS COM DIABETES PODEM CONSUMIR ASPARTAME?
SIM. Os produtos que contêm aspartame proporcionam um sabor adocicado e costumam ser baixos ou reduzidos em carboidratos, o que é importante para as pessoas que precisam monitorar a ingestão de carboidratos. O aspartame não aumenta os níveis de açúcar no sangue nem afeta o controle da glicemia. As 2018 American Diabetes
Association Standards of Medical Care in Diabetes afirmam que “O uso de adoçantes não nutritivos pode reduzir o consumo total de calorias e carboidratos se substituírem os açúcares, sem a compensação pela ingestão de calorias adicionais de outras fontes alimentares. Os adoçantes não nutritivos são geralmente seguros para uso dentro dos níveis definidos de ingestão diária aceitável.” Esta declaração é apoiada pela Academy of Nutrition and Dietetics, Diabetes UK e Diabetes Canada. Pessoas com diabetes devem conversar com um nutricionista, com um profissional de saúde ou com um educador certificado em diabetes para obter conselhos sobre alimentação saudável para melhorar o controle do açúcar no sangue.
O ASPARTAME AFETA O CONTROLE DO AÇÚCAR NO SANGUE?
Alimentos e bebidas feitos com aspartame são frequentemente recomendados para pessoas com diabetes como uma alternativa aos alimentos e bebidas adoçadas com açúcar. Extensas pesquisas mostram que o aspartame não eleva os níveis de açúcar no sangue nem afeta de outra forma o controle de glicose no sangue em seres humanos (Nichol 2018, Romo-Romo 2017, Santos 2017), e uma recente declaração de consenso de especialistas em nutrição, medicina, atividade física e em saúde pública concluiu que o uso de adoçantes de baixa caloria no controle do diabetes pode contribuir para um melhor controle glicêmico (Serra-Majem 2018). Por exemplo, em um estudo recente, a ingestão de aspartame não teve efeito sobre a glicose sanguínea ou sobre a insulina durante a intervenção de 12 semanas em comparação com um placebo (Higgins 2018).
Apesar dessas conclusões, alguns estudos têm, periodicamente, levantado questionamentos sobre o aspartame e o controle glicêmico. Alguns estudos observacionais demonstraram uma associação entre o consumo de adoçante de baixa caloria e o risco de diabetes tipo 2 (Sakurai 2014, Imamura 2015, Kuk 2016), mas eles não são capazes de vincular causa e efeito de forma direta e, assim como com os estudos sobre peso corporal e obesidade, estão em risco de confusão. Por exemplo, muitos estudos não se adequam ao status de obesidade, como fator contribuinte direto para o desenvolvimento de diabetes tipo 2. Como indivíduos com sobrepeso e obesidade tendem a consumir mais bebidas adoçadas com edulcorantes de baixo teor calórico em comparação com indivíduos magros (Bleich 2014), essa é uma omissão crítica.
Muitas organizações médicas, de nutrição e de saúde pública em todo o mundo, apoiadas por um grande corpo de evidências, apoiam o consumo de adoçantes de baixa caloria em pessoas com diabetes. Esses indivíduos, ou aqueles que estão em risco de desenvolver diabetes, devem estar conscientes da ingestão de alimentos e bebidas de todas as fontes, incluindo aqueles que contêm açúcares e edulcorantes de baixa caloria. É importante conversar sobre nutrição com um médico ou nutricionista e adotar uma dieta saudável e equilibrada para manter os níveis de açúcar no sangue sob controle.
O ASPARTAME ME AJUDARÁ A PERDER OU MANTER O MEU PESO?
A substituição de alimentos e bebidas com açúcar por seus equivalentes adoçados com aspartame pode desempenhar um papel na perda de peso ou no controle de peso. Em uma pesquisa com membros do Registro Nacional de Controle de Peso, o maior estudo longitudinal de pessoas que emagreceram e mantiveram o peso conquistado, mais de 50% de todos os entrevistados declararam consumir regularmente bebidas de baixa caloria, 78% dos quais sentiram que isso os ajudou a controlar a ingestão de calorias (Catenacci 2014).
Dados de ensaios clínicos controlados e randomizados, considerados o padrão ouro para avaliar os efeitos causais, sustentam que substituir as opções regulares com calorias por versões com adoçantes de baixa caloria leva a uma modesta perda de peso (Miller 2014, Rogers 2016, Syvetsky & Rother 2018). Por exemplo, em um estudo, mais de 300 participantes foram orientados a consumir água ou bebidas adoçadas com edulcorantes de baixa caloria durante um ano como parte de um programa de perda de peso. As pessoas do grupo que foram orientadas a consumir adoçantes de baixa caloria perderam 6,21 kg em média, comparadas com o grupo que foi orientado a consumir água, que perdeu 2,45 kg (Peters 2016).
Alguns estudos observacionais demonstraram uma associação entre adoçantes de baixa caloria e aumento de peso e de circunferência da cintura (Fowler 2016). Estudos observacionais, que examinam a relação entre a exposição (como a ingestão de aspartame) e um resultado (como peso corporal ou estado de saúde), não são capazes de fornecer evidências de causa e efeito. Além disso, os estudos observacionais não são randomizados, dessa forma, não podem controlar todas as outras exposições ou fatores que possam estar causando ou influenciando os resultados. Por exemplo, uma hipótese é que as pessoas podem compensar as escolhas “sem calorias” comendo ou bebendo mais calorias por outras escolhas alimentares ou em refeições futuras (Mattes 2009). Pense em uma pessoa que pode justificar o pedido da sobremesa em um restaurante, por ter consumido um refrigerante diet em sua refeição: as calorias extras da sobremesa serão maiores que as calorias poupadas ao pedir a bebida dietética. Essas calorias adicionais podem contribuir para o ganho de peso ou impedir mais perda de peso. Também tem sido sugerido que pessoas que já estão com sobrepeso ou obesas podem começar a escolher alimentos e bebidas adoçados com adoçantes de baixa caloria como um método para perder peso (Drewnowski 2016). Isso dificulta assumir que o uso de um adoçante de baixa caloria pode ser a causa do ganho de peso. Revisões sistemáticas e meta-análises recentes (uma abordagem científica que combina descobertas de muitos estudos em uma análise robusta) concluíram que, em geral, os achados dos estudos observacionais não mostraram associação entre o consumo de edulcorantes de baixo teor calórico e o peso corporal e uma pequena associação positiva com índice de massa corporal (IMC) (Miller 2014, Rogers 2016).
É importante notar que a perda e a manutenção do peso exigem várias abordagens simultâneas. Fazer mudanças simples, como substituir os produtos contendo calorias e açúcar por adoçantes de baixas calorias, é apenas uma das várias abordagens. O estilo de vida e as práticas comportamentais, como adotar uma dieta saudável, fazer exercícios regularmente, dormir o suficiente e manter redes de apoio social, são fatores importantes para alcançar metas de perda e de manutenção do peso.
PESQUISAS EMERGENTES: O ASPARTAME PODE PROVOCAR MAIS FOME EM MIM?
Alimentos altamente palatáveis ativam regiões cerebrais de recompensa e prazer. Essa associação positiva pode aumentar o apetite e, se não for controlada, o aumento resultante no consumo de alimentos pode levar ao sobrepeso e à obesidade (Singh 2014). A substituição de alimentos com alto teor calórico e açúcar por seus equivalentes feitos com edulcorantes de baixa caloria mostrou um efeito similar nos caminhos de recompensa, mas sem contribuir com as calorias adicionais.
Algumas pessoas expressaram preocupação de que ativar vias de recompensa sem entregar açúcar ao corpo pode ter consequências inesperadas, e o papel que os edulcorantes de baixa caloria desempenham no apetite e nos desejos por comida é uma área da pesquisa em desenvolvimento. Como observado em revisões recentes (Fowler 2016, Sylvetsky & Rother 2018), algumas pesquisas em modelos animais têm demonstrado mudanças na ingestão de alimentos e nos hormônios relacionados ao apetite após o consumo de edulcorantes de baixa caloria. E ainda, efeitos semelhantes não foram vistos em humanos. Até o momento, não há fortes evidências de que os edulcorantes de baixa caloria, incluindo o aspartame, aumentem o apetite ou os desejos em humanos (Rogers 2017), e alguns estudos randomizados demonstraram o efeito oposto – incluindo uma diminuição da fome (Peters 2016) e redução do consumo de sobremesas em comparação com as pessoas que beberam água (Piernas 2013). Essas discrepâncias sublinham uma área em que animais e humanos são inerentemente diferentes como sujeitos de pesquisa. Nos humanos, a ligação entre fisiologia, psicologia, experiências pessoais e comida é inconfundivelmente complexa, e a tradução de pesquisas com animais para essa área de estudo deve ser vista com cautela.
PESQUISAS EMERGENTES: O QUE É O MICROBIOMA?
Os micróbios que vivem em nosso trato intestinal tornaram-se reconhecidos como contribuintes potencialmente significativos para nossa saúde, embora as pesquisas sobre o microbioma intestinal ainda estejam engatinhando. Não há estudos sobre o efeito do aspartame no microbioma intestinal, e sua rota e localização da digestão podem ser um fator na falta de pesquisas. Como o aspartame é digerido em seus componentes aminoácidos e numa pequena quantidade de metanol no intestino delgado, é improvável que o aspartame intacto atinja os micróbios do intestino, que se agrupam predominantemente no final do trato intestinal. Um estudo com animais (Palmnäs 2014) mostrou um aumento no número de bactérias totais e mudanças na abundância de várias espécies bacterianas em ratos que consumiram aspartame e uma dieta rica em gordura. Um estudo muito pequeno em humanos comparou os perfis microbianos de consumidores e não consumidores de aspartame (Frankenfeld 2015). Não houve diferenças na abundância de bactérias intestinais, embora a diversidade bacteriana diferisse entre os grupos. Existem diferenças significativas entre os perfis do microbioma de uma pessoa para outra e as pesquisas têm mostrado que o microbioma intestinal muda em resposta a mudanças na dieta (David 2014). Um maior volume de pesquisas ainda é necessário para identificar o perfil de um microbioma e o grau de diversidade considerado “ótimo” nas populações e nos indivíduos.
É POSSÍVEL SER SENSÍVEL AO ASPARTAME?
Apesar das aprovações de segurança do aspartame por muitas instituições internacionais, relatos de sintomas supostamente relacionados à ingestão de aspartame (mais comumente, dores de cabeça) continuam a aparecer. Apenas alguns estudos foram realizados sobre essa possível conexão, todos marcados por pequenas amostras e por dificuldades metodológicas. Em uma revisão de 2016 (Martin 2016), dois de quatro estudos encontraram que a exposição ao aspartame estava associada ao aumento da frequência de dor de cabeça, mas os outros dois não encontraram diferença entre o grupo aspartame e o grupo controle. Cada um desses estudos usou doses de aspartame que são maiores do que a quantidade normalmente consumida na dieta. Além disso, um estudo de controle randomizado da United Kingdom Food Standards Agency não encontrou diferenças nos sintomas físicos, bioquímicos ou psicológicos após o consumo de aspartame por participantes que auto relataram serem “sensíveis ao aspartame” (Sathyapalan 2015). É importante lembrar que o aspartame é decomposto no trato intestinal em ácido aspártico, fenilalanina e metanol, todos compostos naturalmente presentes em outros alimentos e bebidas em quantidades muito maiores. Isso faz com que um mecanismo biológico para sintomas específicos do aspartame seja difícil de ser hipotetizado.
QUAL É A CONCLUSÃO?
Todos os tipos de alimentos e bebidas podem ter um lugar em nossas dietas, incluindo aqueles feitos com aspartame. O aspartame foi aprovado pela FDA há quase quatro décadas, e sua segurança tem sido reconhecida por muitas agências internacionais de saúde. No entanto, pessoas com fenilcetonúria (PKU) devem evitar ou restringir a ingestão de aspartame juntamente com outras fontes de fenilalanina.
O impacto do aspartame e a associação com condições metabólicas crônicas, como obesidade e diabetes, foram extensivamente estudados. Estudos observacionais ligando edulcorantes de baixa caloria ao ganho de peso inerentemente não podem demonstrar uma relação causal, enquanto ensaios controlados randomizados sustentam consistentemente que os edulcorantes de baixa caloria como o aspartame podem ser úteis em estratégias nutricionais para auxiliar na perda e na manutenção do peso. O aspartame não tem impacto sobre o açúcar no sangue nem nos níveis de insulina no sangue em estudos randomizados e nenhum efeito sobre o apetite. As evidências sobre a sensibilidade ao aspartame é pequena, pois não há mecanismo biológico para sintomas específicos do aspartame. Estudos sobre os efeitos do aspartame no microbioma intestinal foram conduzidos, embora seja consumido em pequenas quantidades e absorvido no intestino delgado, é improvável que o aspartame intacto atinja os micróbios do intestino.
A adoção de um estilo de vida saudável e ativo, adaptado a metas e prioridades pessoais, é vital para apoiar o bem-estar da pessoa. Escolher alimentos e bebidas adoçados com adoçantes de baixa caloria, como o aspartame, é uma forma de controlar a ingestão de açúcar e manter as calorias sob controle, que são componentes importantes para manter a saúde e reduzir o risco de doenças relacionadas à dieta.
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